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Brasil Quinta-feira, 25 de Março de 2021, 17:53 - A | A

Quinta-feira, 25 de Março de 2021, 17h:53 - A | A

AUXÍLIO EMERGENCIAL

Venda de estatais volta a ser defendida por Guedes

Cátia Alves

O ministro da Economia, Paulo Guedes voltou a defender a venda de estatais, para obter recursos e aumentar o valor do auxílio emergencial, durante audiência pública nesta quinta-feira (25).

Após ser questionado por senadores quanto ao valor do auxílio, que chegou a alcançar R$ 600 no ano passado, mas que valerá em torno de R$ 250 agora, o ministro afirmou que a venda de estatais por Estados é um caminho para se obter recursos e aumentar o valor do benefício.

"Também estou indignado com esse valor. É um absurdo que tenhamos que descobrir, em meio a uma pandemia, que a melhor forma de erradicar a miséria é dar dinheiro pro pobre, diretamente na veia. Temos que trabalhar sim para aumentar o valor [do auxílio]. Mas em contrapartida, de onde vamos tirar esse dinheiro? Um Estado rico, financeiramente está quebrado, mas ele está cheio de ativos que não mobiliza", respondeu.

O ministro também defendeu a manutenção dos protocolos econômicos de 2020 para enfrentamento da crise. “Se nós simplesmente saíssemos aprovando medidas, nós corríamos o risco de uma desorganização da economia. Imaginem se além dessa grande pandemia, nós tivéssemos que lidar com a falta de abastecimento de comida nos supermercados, inflação subindo, disparando, a desorganização da economia seria um golpe de morte no país”, salientou.

Medidas emergenciais
Na audiência, o ministro defendeu ainda a compra de imunizantes por empresários, a vacinação em massa e o isolamento social. Guedes anunciou a antecipação de R$ 50 bilhões em benefícios dos aposentados e pensionistas, ao antecipar o 13º salário do INSS. E voltou a falar sobre a isenção de impostos para empresas do Simples Nacional, que serão pagos apenas no segundo semestre.

(Com Agência Senado)

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