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Cidades Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2024, 12:44 - A | A

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CIDADE ALAGADA

Falta de drenagem e crescimento desordenado contribuíram para alagamento de Cáceres

Da Redação

A prefeita de Cáceres, Eliene Liberato Dias (PSB), disse nesta semana que a falta de drenagem e o crescimento desordenado em algumas regiões contribuíram para a inundação da cidade após a forte chuva do último sábado,10 de fevereiro.

“Temos que pensar em ações a médio e longo prazo para nos prevenir de chuvas. Tem previsões de chuvas, mas não como esta que ocorreu sábado. A gente tem que estar preparado porque Cáceres é uma cidade de planície e tem crescimento desordenado em algumas áreas de ricos. O bairro Espirito Santo é um dos mais críticos e tem problema de drenagem. [...] A Unemat fez um estudo sobre [área de risco] e na verdade foram 208 mm de chuva e não tinha sistema de drenagem que desse conta. Foi um fenômeno da natureza e ação do homem, com lixo e construção em áreas de risco”, analisou a gestora durante entrevista à rádio CBN Cuiabá.

Conforme a prefeita, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse que está à disposição e pediu os números de famílias que perderam tudo. “O município não tem como arcar com isso sozinho, então o ministro, em nome do presidente [Lula], e o chefe-da Casa Civil do Estado, Fábio Garcia, ligaram e se colocaram à disposição”, comentou.

Com relação aos recursos previstos para as famílias atingidas, ela disse que oficialmente não tem previsão. Apenas o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (União), encaminhou R$ 300 mil em recursos, materiais de limpeza e cestas básicas. “A gente precisa fechar esses dados dessas famílias que perderam tudo e com esse relatório das perdas é que saberemos [o que repor para cada família]”, explicou.

Decreto de calamidade 

O então prefeito em exercício, Odenilson José da Silva, decretou situação de emergência e calamidade pública no município. Seis bairros ficaram alagados e 7 mil moradores foram atingidos, após o córrego Sangradouro transbordar.  

Conforme o decreto, fica autorizada o início de processos de desapropriação de propriedades particulares comprovadamente localizadas em áreas de risco intensificado de desastre. 

A Escola Técnica Estadual "Professor Adriano Silva" atua como ponto de apoio para os desabrigados, proporcionando assistência em meio à crise.

Segundo a defesa civil, os bairros atingidos foram: Cavalhada I, II e III; Maracanãzinho; Vila Nova; Betel; Cohab Velha e Santa Cruz. 

 
 
 
 
 
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