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Cidades Segunda-feira, 24 de Maio de 2021, 18:22 - A | A

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ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

MT terá Semana da Agroecologia a partir de 2021

Assembleia Legislativa de Mato Grosso
Assessoria de Imprensa

Mato Grosso terá, a partir deste ano, a Semana Mato-grossense de Agroecologia, a ser comemorada entre os dias 3 e 9 de outubro, conforme a Lei nº 11.337/21, de autoria do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador. A semana tem como objetivo sensibilizar a sociedade sobre os benefícios da agroecologia, da produção e do consumo de alimentos orgânicos, com o desenvolvimento de atividades educativas e culturais relacionada à produção agroecológica e ao equilíbrio ambiental.

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“Valorizar a agroecologia é defender a saúde das pessoas. Diversas pesquisas associam o consumo e a exposição a agrotóxicos a doenças como câncer, principalmente o câncer infantil, além de malformação fetal, disfunções hormonais e reprodutivas. O incentivo à produção sustentável de alimentos, sem uso de venenos, beneficia a saúde humana, o meio ambiente, gera renda e movimenta a economia”, disse Lúdio.

A agroecologia vai além da produção orgânica. Além de abolir o uso de insumos químicos e veneno, a agroecologia tem como base os processos da natureza, com o plantio de diversas espécies combinadas na mesma área. Esse sistema considera ainda o impacto social e ambiental da produção. O manejo agroecológico aumenta a disponibilidade de nutrientes no solo, se tornando um sistema de produção mais sustentável e mais saudável, e é uma alternativa ao modelo convencional de agricultura difundido em Mato Grosso, com alto uso de agrotóxicos e baseado na compra de insumos, que provoca rápido esgotamento do solo.

Para reduzir o consumo excessivo de agrotóxicos em Mato Grosso e os efeitos nocivos que eles causam à saúde humana e ao meio ambiente, Lúdio Cabral apresentou diversos projetos de lei para acabar com as renúncias fiscais dos agrotóxicos, proibir pulverização aérea e proibir também alguns dos venenos mais prejudiciais à saúde, como glifosato, 2,4-D e neonicotinóides.

“Infelizmente, a correlação de forças dentro da Assembleia Legislativa ainda não permitiu que nossas propostas para reduzir o consumo abusivo de agrotóxicos fossem aprovadas. Mas seguimos lutando, na expectativa de conseguirmos reduzir o uso de venenos em Mato Grosso e os prejuízos que eles causam à população e aos ecossistemas”, disse Lúdio.

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