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Economia Quinta-feira, 13 de Junho de 2024, 13:04 - A | A

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NO VERMELHO

Atraso nas contas dos cuiabanos apresenta novo aumento em maio

Da Redação

Em maio de 2024, o número de famílias cuiabanas com contas em atraso alcançou 47.774, marcando o segundo aumento consecutivo e o maior nível registrado no ano. Este número se aproxima dos dados de maio de 2023, quando 52.136 famílias estavam inadimplentes. As informações são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisada pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).

Apesar do aumento na inadimplência, o índice de famílias endividadas apresentou uma queda pelo segundo mês consecutivo, totalizando 87,2% (179.983 famílias). Dentre estas, 43,4% se consideram pouco endividadas, 33,6% mais ou menos endividadas, e 10,1% muito endividadas. No entanto, em uma análise anual, houve um crescimento de 7,31% no número de famílias endividadas, equivalente a um acréscimo de aproximadamente 12,2 mil famílias em Cuiabá.

Os principais tipos de dívidas incluem o cartão de crédito, que lidera com 79,2%, seguido dos carnês (26%), financiamento de carro (6,2%) e de casa (4,4%). Créditos consignado e pessoal somam 3,9% e 3,8% respectivamente, enquanto o cheque especial representa 1,4%.

José Wenceslau de Souza Júnior, presidente da Fecomércio-MT, ressalta que o baixo nível de famílias com elevado grau de endividamento possibilita um aumento futuro no consumo. "Apesar do grande número de endividados, a maioria está pouco endividada e muitos pretendem quitar suas dívidas, o que é favorável ao planejamento das famílias e ao consumo futuro", afirma.

Segundo a pesquisa da CNC, 40% dos entrevistados acreditam que poderão quitar parcialmente suas dívidas no próximo mês, e 29,2% esperam quitá-las totalmente. No entanto, 29,9% estão comprometidos com dívidas entre 3 e 6 meses, e 71,4% dos endividados têm entre 11% e 50% de sua renda comprometida com dívidas.

Em âmbito nacional, o índice de famílias endividadas chegou a 78,8% pelo terceiro mês consecutivo, enquanto a inadimplência se manteve em 28,6%. A CNC atribui este cenário à redução na taxa de juros.

 
 
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