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Economia Sábado, 15 de Outubro de 2022, 10:15 - A | A

Sábado, 15 de Outubro de 2022, 10h:15 - A | A

CAMINHO DO DESENVOLVIMENTO

Mauro sobre travamento da Ferrogrão: "Um absurdo essa história de índio"

Da Redação

O governador Mauro Mendes (União Brasil) criticou a atuação de Organizações Não Governamentais (ONGs) que dizem atuar em defesa dos povos indígenas no Brasil, em especial na região da Amazônia, e acabam travando obras estruturantes para Mato Grosso. A crítica foi feita pelo gestor no momento em que ele falava do travamento das obras da Ferrogrão, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ferrovia deve ligar a região de Sinop ao porto de Miritituba, no Pará.

 

Ainda durante a entrevista na Band News, Mauro disse que já conversou presencialmente com o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação proposta pelo Psol, e classificou como um “absurdo” a suposta defesa dos povos indígenas para travar o desenvolvimento do agronegócio mato-grossense e de todo o Brasil.

“Gente, é um absurdo o que acontece no Brasil, essa história de índio”, disse o governador, pouco antes de citar que em Mato Grosso existem algumas rodovias federais e estaduais que cortam as terras indígenas e que eles querem que o asfalto chegue até suas aldeias, contrariando o senso comum de que os indígenas não querem desenvolvimento econômico e social.

“A gente conversa com os índios, um dia desses eu tive uma conversa com o Cacique Raoni, que é uma das maiores lideranças indígenas desse país. Ele foi até mim para dizer que queria o asfalto dentro da aldeia dele”, completou.

O governador disse também que quando esse assunto chega até algumas ONGs causa incômodo e insinuou que essas organizações atuam com objetivos econômicos.

“Esses caras não defendem os interesses dos índios e nem de todos nós brasileiros, porque a ausência dessas rodovias e dessa ferrovia, especificamente, isso é um atraso para o país. Tira competitividade do nosso agro, que é a maior e mais importante atividade econômica do nosso país”, afirmou.

O governador também afirmou que pretende intensificar o diálogo para vencer os obstáculos das obras da Ferrogrão, que devem garantir mais de R$ 21 bilhões em investimentos no Pará e Mato Grosso. Mauro também garantiu que o estado tem oferta suficiente de grãos para ser alimentar todas as ferrovias projetadas, com produção de 80 milhões de toneladas por ano.

A Ferrogrão é a ferrovia mais atrasada em Mato Grosso, que conta com outras duas obras em andamento: a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), que vai ligar a Ferrovia Norte Sul, que chega até a cidade de Mara Rosa (GO) a Água Boa, região do Araguaia de Mato Grosso.  Além disso, tem as obras da Ferrovia Estadual, investimento privado que vai ligar Rondonópolis a Cuiabá e a Lucas do Rio Verde.

“Existe a expectativa da Ferrogrão e para todas elas, Mato Grosso tem capacidade. Vamos chegar próximos das 80 milhões de toneladas de produção por ano. Dobrando isso nos próximos anos, chegando na casa de 140 a 150 milhões de toneladas, nós vamos ter aí carga para transportar para os portos que sustenta praticamente três ferrovias”, afirmou.

 
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