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Economia Domingo, 07 de Janeiro de 2024, 07:32 - A | A

Domingo, 07 de Janeiro de 2024, 07h:32 - A | A

MUDANÇA NO CALENDÁRIO

Produtores de MT terão 20 dias a mais para semeadura da soja em 2024

Da Redação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prorrogou o prazo para semeadura de soja em Mato Grosso e outros 6 estados, em uma tentativa de ajudar na compensação dos prejuízos causados pela falta de chuva durante o início da safra. As portarias foram publicadas entre dezembro de 2023 e janeiro deste ano.

Em Mato Grosso, foi definido que o novo período de plantio vai 16 de setembro de 2023 a 13 de janeiro de 2024. Isso representa um aumento de 20 dias em cada estado em relação a data anteriormente estabelecida. O mesmo calendário vale para o vizinho Mato Grosso do Sul.

As alterações foram solicitadas pelo setor produtivo e agências estaduais, em função do atraso na semeadura e prejuízos decorrentes da falta de chuvas e das ondas de calor.

Em Goiás, o aumento no prazo foi de 10 dias, com o limite saindo do dia 2 de janeiro para o dia 12. Em Tocantins, o novo período vai até 20 de janeiro, ampliando o calendário em 12 dias.

O Pará ficou dividido em três regiões. A primeira poderá ter semeadura de soja até o dia 14 de janeiro, enquanto na segunda o prazo se estende até 28 de fevereiro e na terceira vai até 14 de março.

No Piauí também são três regiões, sendo a primeira com limite em 9 de março, a segunda com prazo até 8 de fevereiro e a terceira finalizando em 28 de janeiro.

Já no Acre, o período foi prorrogado em 20 dias, ou seja, vai até o dia 18 de janeiro de 2024.

O calendário de semeadura é adotado como medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário, com objetivo de reduzir a possibilidade de ocorrência da ferrugem asiática da soja, que já causou extensos prejuízos à cultura no Brasil.

A medida implementada no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS) visa a racionalização do número de aplicações de fungicidas e a redução dos riscos de desenvolvimento de resistência do fungo Phakopsora pachyrhizi às moléculas químicas utilizadas no seu controle.

A Ferrugem Asiática é considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura da soja. Nas regiões onde a praga foi relatada em níveis epidêmicos, os danos chegaram a 90% da produção.

 
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