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Judiciário Sábado, 12 de Novembro de 2022, 10:50 - A | A

Sábado, 12 de Novembro de 2022, 10h:50 - A | A

BOLA DE NEVE

Com dívidas de R$ 34 milhões, grupo recebe aval de credores em plano de recuperação apresentado

Da Redação

Credores aprovaram o plano de recuperação judicial de um grupo de produtores, que possuía dívidas de mais de R$ 34 milhões. A assembleia com os credores foi realizada no final de outubro, tendo apenas três credores contrários ao plano aprentado, enquanto sete votaram a favor. O pedido de recuperação judicial foi feito pelo advogado João Tito.

O Grupo WG, que pediu a recuperação judicial, é formado por Anilton Winiarski; Hilda Kravec Winiarski; Diogo Winiarski; Carlos Eduardo Guarez e Tarline Francielly Winiarski Guarez.

 

O advogado que representou o grupo propôs um deságio de 15 para o grupo de credores que fazem parte da ‘classe de garantia real’, com carência de 12 meses após a homologação do plano de recuperação e pagamento da dívida em oito anos, com parcelas para os meses de março e setembro, com encargos de 7% ao ano.

Já para a classe quirografária, o jurista propôs um deságio de 40% e carência de seis meses após a homologação do acordo. A dívida deve ser paga em 4 anos, com parcelas nos meses de março e setembro, com encargos de 5% ao ano. Após a homologação do acordo, todas as ações na Justiça que tratem de cobranças, execuções fiscais, monitórias, devem ser suspensas.

O Grupo Winiarski Guarez teve início em 1958, no Estado do Paraná, com o patriarca da família, que veio a assumir o comando dos negócios após a morte do pai. Em 1982, Anilton se casou com Hilda Kravec e, com o passar do tempo, o casal e os filhos resolveram expandir suas atividades. Eles vieram para Mato Grosso em 2012.

Os problemas nos negócios começaram pouco após o grupo se mudar para Mato Grosso. O proprietário de uma fazenda que eles tinham arrendado voltou atrás com o negócio e a família precisou buscar outros imóveis para fazer o plantio. Isso demandou investimentos, já que a área arrendada era de pastagem e precisou de correções no solo para ser usada na agricultura.

Porém, os problemas climáticos que aconteceram nos últimos anos falaram mais alto. Com a temperatura alcançando 45 graus na safra de 2015/2016, a produtividade da soja ficou em 25 sacas por hectare. A produtividade ideal naquela época era de 50 sacas por hectare. As safras futuras também não foram das melhores.

Ao longo de todo esse período, o grupo foi criando dívidas e a situação saiu do controle em 2017, quando Anilton vendeu parte das propriedades para pagar as dívidas. No entanto, houve muita dificuldade na equalização das dívidas com bancos, tradings e fornecedores, fazendo a dívida se tornar uma ‘bola de neve’.

 
 
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