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Judiciário Terça-feira, 19 de Março de 2024, 10:06 - A | A

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SUPREMA LAVADA

Superman Pancadão pede desbloqueio de R$ 2 milhões e 'toma bronca' de ministro do STF

Da Redação

Ricardo Cosme Silva dos Santos, conhecido como “Superman Pancadão”, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o desbloqueio de R$ 2 milhões de sua conta bancária. A defesa do 'Superman' informou que ele está doente e precisa do dinheiro para custear o tratamento, mas os argumentos não convenceram o ministro Gilmar Mendes, que determinou o arquivamento do pedido e ainda 'puxou a orelha' do advogado.

“Assim sendo, seja pela ausência de informações imprescindíveis para qualquer tomada de decisão nestes autos, seja pela patente supressão de instância que se pretende implementar, indefiro o requerimento e determino o imediato arquivamento dos autos”, decidiu.

O advogado de defesa argumentou que o dinheiro bloqueado durante a operação contra o tráfico de drogas foi conquistado de forma lícita, sem qualquer envolvimento com o crime. Entretanto, o ministro decidiu recusar o pedido porque a defesa não apresentou os dados necessários para a Corte Suprema.

“Em primeiro lugar por causa da precaríssima instrução deste requerimento. O Requerente não apresentou nenhum documento que esclarecesse pontos importantes para qualquer tomada de decisão, como, por exemplo: (1) quais foram as razões que levaram ao bloqueio do dinheiro? (2) a quais processos o Requerente responde? (3) a despeito de não possuir condenações definitivas, possui condenações ainda não transitadas em julgado?”, sustentou.

O ministro afirma ainda que o requerimento foi muito simples e, mesmo que fossem enviados todos os documentos necessários, o STF não poderia acatar o pedido, pois a defesa deveria recorrer primeiro ao juiz que bloqueou o dinheiro ou à jurisdição imediatamente superior.

COCAÍNA 'DE GRIFE'

Ricardo Cosme foi preso em julho de 2015, no âmbito da Operação Hybris, da Polícia Federal, que desarticulou uma organização criminosa do tráfico de drogas.

As investigações apuraram que a organização atuava na região de Pontes e Lacerda, com importação de carregamentos de cocaína da Bolívia e distribuição para a Europa e para os estados de Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará e São Paulo.

Segundo a Polícia Federal, na época, os criminosos movimentaram cerca de R$ 30 milhões com o tráfico de drogas. A marca da organização se chamava “Superman Pancadão”.

 
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