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"POUSANDO NO AMOR"

VÍDEO: Adolescentes norte-coreanos são condenados por assistirem k-drama

g1

Dois adolescentes da Coreia do Norte foram algemados e sentenciando publicamente a 12 anos de trabalho forçado por verem K-dramas, como mostra vídeo raro divulgado pela BBC nesta sexta-feira (19). A Coreia do Norte proíbe que imagens, como fotos e vídeos da vida no país, se espalhem pelo mundo, como explica a reportagem da BBC.

K-dramas são como são chamadas as produções de TV da Coreia do Sul — e proibidas na Coreia do Norte. O filme "Parasita" e a série "Round 6" são algumas produções sul-coreanas desse gênero. Não se sabe, entretanto, qual série k-drama os adolescentes assistiram para serem condenados.

Segundo a BBC, o vídeo, aparentemente, foi gravado em 2022. As imagens mostram os dois jovens, então com 16 anos, sendo condenados na frente de centenas de colegas em um anfiteatro em Pyongyang.

A Coreia do Norte impôs sentenças duras a qualquer pessoa vista consumindo algum tipo de entretenimento sul-coreano ou até mesmo copiando a forma como eles falam, numa guerra contra as influências estrangeiras, como relata o "The Guardian".

Na tentativa de barrar as influências do cultura sul-coreana, incluindo um k-pop, gênero musical da Coreia do Sul, Coreia do Norte impôs, em 2020, a "lei do pensamento anti-reacionário".

Segundo reportagem do "The New York Times", que cita legisladores em Seul que foram informados por funcionários de inteligência do governo, e documentos internos norte-coreanos contrabandeados pelo Daily NK, um site com sede em Seul, a lei prevê de cinco a 15 anos em campos de trabalho forçado para pessoas que assistem ou possuírem entretenimento sul-coreano.

Quem oferecer material aos norte-coreanos também pode enfrentar punições ainda mais duras, incluindo a pena de morte. A lei ainda prevê até dois anos de trabalho forçado para quem "fala, escreve ou cante no estilo sul-coreano".

Em 2021, também segundo o "The New York Times", líder norte-coreano Kim Jong-un chamou o k-pop de "câncer cruel" que corrompeu "trajes, penteados, discursos e comportamentos" dos jovens norte-coreanos.

 

 

 
 
 
 
 
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