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Opinião Quarta-feira, 05 de Outubro de 2022, 10:46 - A | A

Quarta-feira, 05 de Outubro de 2022, 10h:46 - A | A

ANDRÉ CREPALDI

Câncer de mama: conscientização e respeito

André Crepaldi

O câncer de mama é o mais incidente em mulheres no Brasil. Estima-se que para neste ano, 66.280 novos casos sejam diagnosticados, representando cerca de 25% de todos os tipos de câncer que afetam o sexo feminino. Em Mato Grosso, a expectativa é de que se tenha 560 novos diagnósticos da doença em 2022, com uma incidência de 33,04 casos por 100 mil mulheres. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Na série histórica das taxas de mortalidade por câncer de mama no Brasil e regiões é possível observar uma tendência ascendente ao longo das últimas décadas. Além disso, ele também é a primeira causa de morte pela doença na população feminina. A taxa de mortalidade por câncer de mama, ajustada pela população mundial, foi 11,84 óbitos/100.000 mulheres, em 2020, e em MT a incidência é de 9,70 óbitos a cada 100 mil mulheres.

 

As taxas brutas de incidência e o número de novos casos esperados são importantes para estimar a magnitude no território e programar ações locais. Mas diante de tantos números que servem de alerta, o que mais importa é a conscientização para que todas busquem o diagnóstico precoce. É isto que salva vidas. Além claro, de ações que ajudam a evitar este tipo de câncer.

É preciso estar atento a alguns sintomas e logo que reconhecê-los busque um médico. Um deles é um caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor nas mamas, pele avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Em alguns casos, ainda é possível aparecer pequenos nódulos no pescoço ou axilas.

Além de ficar atenta a qualquer alteração nas mamas, o Inca recomenda que mulheres de 50 a 69 anos façam mamografia de rastreamento a cada dois anos. A Sociedade Brasileira de Mastologia, por sua vez, recomenda esse acompanhamento a partir dos 40 anos. Já ao falar em fatores de risco, não há uma causa única. Existem diversos agentes relacionados, como envelhecimento e fatores relacionados à vida reprodutiva da mulher, por exemplo.

Outros fatores de risco são: histórico familiar de vários casos de câncer de mama ou de câncer de ovário, consumo de bebida alcoólica, excesso de peso, atividade física insuficiente, dentre outros. Só que também é possível tomar algumas medidas que ajudam a prevenir, como a manutenção do peso corporal adequado, prática de atividade física e alimentação rica em vegetais.

Além disso, a amamentação também é considerada um fator protetor. Esses fatores podem reduzir em 28% o número de casos de câncer no Brasil. Outro ponto importante de destacar é a questão do peso que o diagnóstico de câncer de mama tem sobre a mulher. Primeiro é preciso entender que não se trata de uma sentença de morte. Os tratamentos evoluíram e tem garantido um bom resultado na recuperação das pacientes.

Por outro lado, não há como subestimar o fato de ser uma doença que afeta também a autoestima. Por isso, é importante uma rede de apoio, tratamentos multidisciplinares, principalmente, psicológico, para que a paciente supere as adversidades. E a OncoLog tem uma equipe especializada e preparada para oferecer um atendimento especial, além de ser uma clínica moderna e completa para prevenção e tratamento de câncer.

Somos uma unidade de saúde referência com alta tecnologia para cuidar bem das pessoas.

Um atendimento personalizado e mais humanizado dos trabalhadores da saúde com quem enfrenta o câncer também auxilia na recuperação. É preciso que os profissionais entendam que cada paciente é único e tem uma história. Isto precisa ser respeitado para garantir qualidade de vida durante o tratamento, o que também ajudará na superação da doença.

*André Crepaldi é diretor da clínica Oncolog e médico oncológico no Hospital de Câncer de Mato Grosso

 
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