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Opinião Sábado, 22 de Maio de 2021, 10:51 - A | A

Sábado, 22 de Maio de 2021, 10h:51 - A | A

ANDERSON MELO

Relação entre função intestinal e infecção por covid

Anderson Melo*

Covid-19 é a pandemia que o mundo enfrenta hoje, causada pelo SARS-CoV-2, que causa infecciosas respiratórias. Sabe-se também que a infecção por vírus desenvolve perturbações na microbiota intestinal. A alimentação, os fatores ambientais e a genética desempenham um papel importante na formação da microbiota intestinal, que pode influenciar a imunidade (DEBOJYOTI DHAR et al.,2020).

A microbiota é conjunto de população de microrganismos que coloniza a superfície epidérmica e as membranas mucosas do corpo. O mundo dos microrganismos vai muito além do trato digestivo (formado pela cavidade oral, esôfago, estômago, intestinos delgado e grosso e canal anal, auxiliado pelas glândulas anexas, que são as glândulas salivares, fígado e pâncreas), existem microbiota geniturinário, glândula mamaria e do leite materno, trato respiratório e da pele, entre outras. 

A função intestinal tem grande contribuição para o sistema imunológico, porque o desenvolvimento e maturação do sistema imunológico estão fortemente relacionados. A microbiota exerce efeitos benéficos sobre o hospedeiro (nós).

A microbiota possui as funções antagonismo microbiano (evitar a invasão e combater), funções nutricionais e metabólicas (recuperação de energia e absorção de nutrientes) e modulação do sistema imunológico (ação que ocorre como uma barreira física feita por células localizadas no sistema gastrointestinais chamadas IEC, intestinal epitelial cells, já associado diretamente ao intestino está o GALT).

Estudo cientifico publicado pela Saudi Journal of Biological Sciences em 2021 onde os autores fizeram a relação entre a função intestinal e infeção por COVID demonstra um grande papel neste órgão como agente protetor e preventivo contra a infeção, dando destaque em probióticos e prebióticos.

Existem fatores que podem contribuir para alteração da microbiota na vida adulta, tais como, gravidez, tipo de alimentação, estado de saúde e doença (todas as doenças crônicas já pré-existente e autoimunes) , antibióticos, tabagismo, entre outros fatores (tratamento de higiene pessoal e cosméticos).

Alteração da microbiota intestinal acontece em todas as fases da vida, pré-natais, tipo de parto, primeiros anos de vida, infância e juventude, velhice. Melhorar o perfil da microbiota intestinal por meio de nutrição personalizada como forma mais eficaz e eficiente para melhorar a imunidade pode ser uma das maneiras profiláticas pelas quais o impacto desta doença pode ser minimizado em idosos e pacientes com ou sem morbidades.

ANDERSON MELO é expert em Nutrição e Mestrando pela Universidad del Atlántico

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