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Polícia Sábado, 20 de Março de 2021, 11:14 - A | A

Sábado, 20 de Março de 2021, 11h:14 - A | A

"CIDADÃO DE BEM"

Acusado de cárcere privado, empresário é acusado de grilagem em todo o país

Fernanda Renaté

O empresário paranaense Rovílio Mascerello, apontado por manter um advogado do Mato Grosso em cárcere privado é fundador de um dos maiores grupos empresariais do Paraná. A indústria fabrica ônibus e carrocerias a silos e secadores sob a marca Comil. Rovílio aparece como réu em uma dezena de processos de “grilagem” que se estendem da região Sul ao norte, passando por Mato Grosso, Pará e Piauí.

O crime se dá em ilegalidades praticadas na tentativa de se apossar de terras. No caso do empresário, ele está envolvido em esquemas de vastas áreas na região de cerrado do estado do Piauí, bem como no sul do estado do Maranhão.

Em Mato Grosso, ele foi um dos alvos da Operação Ararath, sendo acusado de fraude cartorial na compra de uma fazenda de 40 mil hectares em Paranatinga, parte de um esquema de compra de sentenças ao lado do empresário José Pupin, o "rei do algodão”,  cuja empresa está em recuperação judicial, e do advogado Xavier Dallagnol, tio do procurador da República Deltan Dallagnol. A operação buscava pagamentos irregulares feitos pelo governo do Mato Grosso a empreiteiras e investigou deputados, conselheiros do Tribunal de Contas, um ex-prefeito de Cuiabá e um ex-governador.

CRIMES RECONHECIDOS

As acusações contra Rovilio Mascarello não param por aí. Ostentando fama de bon-vivant [que curte a vida] em Cascavel, onde seus passeios de Ferrari pelo centro lhe valeram uma aparição no Fantástico como exemplo de “vovô galanteador”. O empresário paranaense foi acusado em 2013 de tentar se apropriar ilegalmente de 1,2 milhão de hectares sobrepostos a unidades de conservação federais no município de Altamira, no Pará.

“ROLO" EM MATO GROSSO

Uma das vastas áreas de terra em Mato Grosso incorporada ao patrimônio de Rovílio Mascarello foi utilizada para que o empresário pudesse aumentar sua fortuna em pelo menos R$ 100 milhões sem que, no entanto, ele abrisse mão de um hectare sequer na primeira etapa do negócio. Para tanto, ele contou com um “parceiro” igualmente hábil e ambicioso: José Pupin, também conhecido como “O Rei do Algodão” em Mato Grosso.

Cuiabá MT, 16 de Julho de 2024