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Polícia Terça-feira, 09 de Julho de 2024, 10:11 - A | A

Terça-feira, 09 de Julho de 2024, 10h:11 - A | A

CASO ZAMPIERI

Fazendeiro é indiciado por mandar matar advogado e esposa se livra de acusação

Da Redação

Com a conclusão do inquérito policial sobre a morte do advogado Roberto Zampieri, o delegado da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Nilson Farias, indiciou o fazendeiro Aníbal Manoel Laurindo como o mandante do homicídio. Sua esposa, Elenice Ballaroti Laurindo, não foi indiciada por falta de provas. O inquérito foi concluído nesta terça-feira, dia 9. Os outros envolvidos na morte do advogado já haviam sido indiciados pelo crime.

Aníbal foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, praticado com emboscada ou que dificultasse a defesa da vítima, e mediante pagamento ou promessa de recompensa.

Segundo as investigações, Aníbal e Zampieri estavam em lados opostos em uma disputa judicial que se arrastava há 20 anos por terras no município de Paranatinga, avaliadas em R$ 6 milhões. Dias antes de ser assassinado, Zampieri buscava junto à Justiça uma ordem para reintegração de posse.

O fazendeiro chegou a ser preso no dia 11 de março, permanecendo algumas horas na prisão. Já sua esposa foi considerada foragida da justiça ao não se apresentar na delegacia quando o mandado de prisão foi expedido. A prisão dela foi revogada após a defesa apontar risco de suicídio na prisão.

Os outros envolvidos, Antônio Gomes da Silva, apontado como o atirador, Hedilerson Barbosa, que teria fornecido a arma do crime, e Etevaldo Luiz Caçadini, investigado como intermediador e financiador da morte de Zampieri, foram indiciados no dia 6 de fevereiro.

O coronel da reserva do Exército foi preso no dia 15 de janeiro em Minas Gerais, onde reside, e transferido para o 44º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Cuiabá. Caçadini teria enviado R$ 20 mil adiantados aos assassinos de Roberto Zampieri. Antônio e Hedilerson também permanecem presos.

Relembre o Caso

O advogado foi executado na noite do dia 5 de dezembro, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, enquanto entrava em seu carro. O assassino disparou cerca de 11 tiros contra a vítima, que morreu ainda no local. À época do crime, a investigação constatou um planejamento minucioso do crime, que ocorreu próximo a uma base da Polícia Militar.

 

 
 
 
 
 
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