Cuiabá, 13 de Junho de 2024
Icon search

CUIABÁ

Política Sexta-feira, 18 de Novembro de 2022, 16:35 - A | A

Sexta-feira, 18 de Novembro de 2022, 16h:35 - A | A

BANDEIRA BRANCA

Agronegócio começa a aceitar vitória de Lula e dá início a conversas, diz senador

Da Redação

Entidades do agronegócio já estariam começando a aceitar o resultado das eleições e se aproximado da equipe de transição para apresentar suas demandas. A informação é do senador Carlos Fávaro, que compõe a equipe de transição do presidente eleito Lula (PT) e que tem a responsabilidade de levantar os dados do setor. À imprensa, ele afirmou que tem feito o trabalho de mostrar as divergências do presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi derrotado nas urnas em sua tentativa de reeleição.

Lideranças do setor, principalmente de Mato Grosso, não apoiaram o petista e alguns mostraram aversão a algumas pautas defendidas durante o processo eleitoral.

 

“A eleição é o momento onde as paixões, os anseios, os desejos ficam mais aflorados. Mas, passado a eleição, a normalidade começa se estabelecer. Hoje, por exemplo, diversas entidades representativas de classe já estão nos procurando na transição, querendo trazer suas demandas, suas divergências contra as políticas que estão implementadas. Você já vê divergências, por exemplo, a política nacional do biodiesel do atual governo está quebrando o setor do biodiesel, a política de preços do combustível está quebrando o setor de etanol, já estão nos procurando entendendo que há um novo governo”, disse em entrevista à CNN.

Fávaro comentou que não entende a repulsa do setor contra Lula, destacando alguns feitos por ele durante o período que esteve à frente da presidência da República, entre 2003 e 2010.

“Não consigo entender até hoje de onde a retórica de tanta aversão ao governo do presidente Lula por parte do agronegócio, se a gente ver todos os feitos que foram conquistados através do presidente Lula como CTNBIO para regulamentar transgênicos, que trouxe segurança no campo, trouxe oportunidades, que trouxe investimentos com juros de 2,5% ao ano”, destacou.

Carlos Fávaro integra o núcleo de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do grupo de transição do próximo governo. O senador é o mais cotado para assumir o cargo de ministro de Agricultura na gestão do presidente eleito.

A presença de Fávaro e Geller no grupo de Lula não agradou os produtores do estado. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) emitiu uma nota destacando que eles e o empresário Carlos Augustin não têm legitimidade para representar o setor como interlocutores em Brasília.

 
 
Cuiabá MT, 13 de Junho de 2024