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Política Quarta-feira, 05 de Outubro de 2022, 13:06 - A | A

Quarta-feira, 05 de Outubro de 2022, 13h:06 - A | A

CASO JAPÃO

Chamado de ‘assassino’, Paccola chora na tribuna ao fazer sua defesa

Da Redação

O vereador Tenente Coronel Paccola (Republicanos) se emocionou ao fazer a própria defesa na tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá. Alvo de gritos de “assassino” por familiares e amigos de Alexandre Miyagawa, o parlamentar chorou enquanto lembrava do ocorrido, que culminou na morte do agente socioeducativo na noite do dia 1º de julho, no bairro Quilombo, em Cuiabá.

Se dirigindo à família da vítima, Paccola afirmou que em momento algum se sentiu feliz com o ocorrido naquela noite, a qual classificou como uma tragédia.

 

“Saibam que em momento algum eu me senti feliz, principalmente por envolver um colega de profissão. [...] Naquele dia, se a decisão que eu tomei não fosse aquela, muito provavelmente eu não estaria aqui. Não porque ele era mal, ou porque eu não era bem quisto, mas porque quando envolve duas pessoas com arma de fogo. Dificilmente o resultado é diferente daquele”, pontuou.

Paccola pediu que seus colegas coloquem a mão na consciência ao votar a cassação de seu mandato. O vereador relembrou seu histórico dentro da Polícia Militar e indicou que o julgamento é injusto, uma vez que os parlamentares podem ler e reler o documento por várias vezes, tirar dúvidas, enquanto o policial militar é obrigado a tomar a decisão em milésimos de segundos.

O parlamentar ainda relembrou o dia e citou que todas as testemunhas relataram em depoimento que Alexandre estava armado no dia. O vereador insistiu que agiu para evitar que o agente matasse sua namorada, Janaina Sá, uma vez que ele estaria atrás dela com a arma em punho.

Paccola também rechaçou o discurso da vereadora Edna Sampaio, autora do pedido de cassação, que citou todos os últimos processos de cassação de mandato ocorridos na Casa. Ele afirmou que todos os casos citados são claramente de quebra de decoro parlamentar, diferente do dele.

O vereador ainda pontuou que, caso seja cassado, retornará a Casa por meio da Justiça, pois o processo estaria cheio de irregularidades.

Paccola é alvo de processo de cassação por quebra de decoro parlamentar devido ao assassinato do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa no dia 1º de julho, no bairro Quilombo, em Cuiabá.

 
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