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Política Quarta-feira, 26 de Maio de 2021, 17:22 - A | A

Quarta-feira, 26 de Maio de 2021, 17h:22 - A | A

ATIVIDADE ESSENCIAL

Deputados adiam votação para derrubar veto sobre vacinação de professores

Os deputados estaduais decidiram deixar para a próxima semana a análise do veto do governador Mauro Mendes (DEM) ao projeto de lei que condiciona o retorno das atividades presenciais na rede pública estadual à vacinação de todos os profissionais da Educação. O veto estava na pauta da Assembleia Legislativa para esta quarta-feira (26), mas os parlamentares preferiram dialogar com o governo antes de tomar uma decisão.

O presidente da Casa, Max Russi (PSB), explicou que irá montar uma comissão especial para debater o assunto com o governo. O objetivo é convencer a equipe técnica do Executivo a editar uma nova portaria adiando o retorno das atividades presenciais. "Vamos fazer esse debate e, aí sim, apreciar esse veto". 

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Preocupados com a alta abrupta no registro de casos de covid-19 e na taxa de ocupação dos leitos de UTI em Mato Grosso, os deputados se posicionaram contra a volta às salas de aula. Havia, inclusive, uma maioria formada para derrubar o veto nesta quarta, mas a opção pelo diálogo prevaleceu.

Membro titular da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, Paulo Araújo (PP) destacou que a Comissão já estava alertando para um aumento considerável no número de internações há algum tempo. Ele afirmou ainda que, na situação atual, não é recomendável que sejam retomadas as atividades na rede pública estadual.

“Eu sou a favor do retorno das atividades escolares desde que haja uma vacinação plena dos professores. Nós temos, por exemplo, manifestação do Ministério Público retornando atividade à distância”, disse.

Janaina Riva (MDB) lembrou que ainda não há uma previsão para início da vacinação dos professores, diante da escassez de doses encaminhadas pelo governo federal, e apontou que é preciso pensar em alternativas, como a volta dos professores sem a presença de alunos.

“Nem os profissionais da Segurança Pública terminaram de ser vacinados. E a expectativa dos profissionais da Educação é só depois dos profissionais da Segurança. Quer dizer, não tem prazo, não tem previsão”, falou.

O deputado Alan Kardec (PDT), que também é professor, lembrou que o problema não está apenas na volta às salas de aulas, mas também nos aspectos sociais dos alunos da rede pública. Em sua avaliação, a rede particular tem uma estrutura melhor para receber os estudantes do que a pública. Um dos pontos citados é o meio de transporte.

“Os alunos da rede pública vão para a escola de ônibus, os das escolas particulares vão de carro ou de Uber. É diferente! Sou a favor da volta às aulas sim, mas após a vacinação”.

O governo planeja retomar as atividades presenciais no dia 7 de junho, no modelo híbrido, mas o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep-MT) recomendou que os trabalhadores não voltem às escolas antes da vacinação. Há, inclusive, um indicativo de greve da categoria para o caso de não haver mudança no cenário.

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