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Política Quarta-feira, 29 de Maio de 2024, 18:05 - A | A

Quarta-feira, 29 de Maio de 2024, 18h:05 - A | A

ACUSADA DE RACHADINHA

Edna falta à oitiva e vereador quer conferir vídeos para provar que ela estava na Casa

Da Redação

A vereadora por Cuiabá, Edna Sampaio (PT), faltou nesta quarta-feira, 29 de maio, mais uma vez a oitiva para se defender das acusações de "rachadinha" com a verba indenizatória da sua ex-chefe de gabinete, Laura Abreu. O membro da comissão processante Eduardo Magalhães (Republicanos) disse que irá solicitar imagens de câmeras de segurança para provar que a petista esteve na Casa.

Cerca de 30 minutos antes do início da oitiva, o advogado da parlamentar, Julier Sebastião, apresentou um pedido para anular o processo, devido à existência de supostas irregularidades no trâmite. A petista alegou que seu depoimento foi marcado para uma data posterior ao encerramento da instrução processual. Este teria se encerrado no dia 27 e a convocação foi feita no dia 28.

Já o vereador Sargento Vidal (MDB), que preside a comissão, rechaçou as alegações da petista e alegou tê-la notificado sobre o depoimento desta quarta-feira há cerca de 10 dias.

“Nós marcamos a oitiva dela para hoje, a defesa foi devidamente intimada, notificada, porque nós oportunizamos a ela, não intimamos. A intimação foi feita lá atrás, durante 10 dias, onde ela se recusou a comparecer [...] mais uma vez, faltando 31 minutos para a sessão, o advogado aparece, protocola um pedido de feito à ordem, e ela disse que não viria a ser ouvida”, disse Vidal.

A ausência da petista causou estranheza aos membros da comissão. Isso porque, segundo Vidal, a oitiva foi marcada a pedido do próprio advogado de Edna, que teria insistido para ela ser ouvida. Porém, chegado o momento, ela não compareceu. Mesmo assim, os membros decidiram por novamente acolher o pedido dela e agendaram um novo depoimento para o dia 4 de maio. A notificação deve ser feita na próxima segunda-feira, 3.

O CASO

Edna é acusada de se apropriar ilegalmente da verba indenizatória de sua ex-chefe de gabinete, Laura Abreu. O recurso é destinado mensalmente a esses servidores para que eles custeiem gastos com a atividade parlamentar, uma vez que não têm direito a outros benefícios. Porém, no caso de Edna x Laura, a ex-servidora revelou ter sido obrigada a transferir esses recursos para contas pessoais da vereadora.

Desde que o processo iniciou, Edna Sampaio manteve a narrativa de que é uma vítima do racismo e da violência política de gênero, por ser mulher. No contraponto, Laura Abreu – que teria sido obrigada a fazer as transferências ilegais – também é uma mulher negra e estava gestante quando foi exonerada do cargo.

 
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