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Política Quinta-feira, 15 de Setembro de 2022, 10:27 - A | A

Quinta-feira, 15 de Setembro de 2022, 10h:27 - A | A

MORTE EM CONFRESA

Fagundes diz que assassinato de lulista é caso isolado e defende punição ao suspeito

Da Redação

Candidato à reeleição ao Senado, Wellington Fagundes (PL) considerou como “fato isolado” o assassinato que aconteceu em Confresa, que teria sido motivado por discussões políticas, segundo a Polícia Civil. Benedito Cardoso dos Santos, de 42 anos, defensor do ex-presidente Lula (PT), foi morto com golpes de faca e machado por um apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Fagundes, que é do mesmo partido do presidente, disse que cabe à polícia esclarecer o “incidente” e que o culpado deve responder pelo crime. Ao comentar sobre o assunto, o candidato comentou sobre as manifestações que aconteceram no dia 7 de setembro em todo o país, enfatizando que não houve nenhum “incidente”, mesmo reunindo pessoas de diversos perfis ideológicos.

 

“O papel da polícia é esclarecer muito bem isso [crime], mas claro que na democracia a gente tem que ter liberdade, garantia do direito de cada um de ir e vir. Olha, o presidente Bolsonaro promoveu o maior movimento popular e presença das pessoas no sete de setembro, não teve nenhum incidente. Claro que eu condeno a violência. Ninguém quer violência. Nós queremos paz, nós queremos convivência harmoniosa, é isso que a gente espera. Se houve esse incidente, a polícia tem que responder e quem tiver culpa tem que pagar”, disse, durante entrevista à imprensa na terça-feira, 13 de setembro.

“Ali [Esplanada dos Ministérios, em Brasília] tinha pessoas de todos os níveis educacional, social e principalmente ideológico. Ali estava a massa popular, não teve nenhum incidente […] Eu acredito que o incidente que aconteceu lá [em Confresa] é um fato isolado”, complementou.

O caso

O crime aconteceu no último dia 08 de setembro, na zona rural de Confresa. O suspeito disse, durante depoimento, que ele e a vítima trabalhavam juntos no corte de lenha e, à noite, iniciaram uma discussão de cunho político. Ele contou que a vítima deu um soco em seu rosto e se apossou de uma faca para atacá-lo.

Os dois entraram em luta corporal e o suspeito conseguiu tomar a faca. A vítima então correu e foi perseguida pelo acusado, que começou a golpeá-lo pelas costas.

O suspeito foi preso em flagrante por homicídio qualificado, por motivo fútil e motivo cruel, e teve a prisão em flagrante convertida para preventiva.

 
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