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Política Quarta-feira, 07 de Setembro de 2022, 21:06 - A | A

Quarta-feira, 07 de Setembro de 2022, 21h:06 - A | A

ESTRADA DA MORTE

Márcia propõe estadualização da BR-163 para resolver falta de duplicação

Da Redação

A candidata ao governo Márcia Pinheiro (PV) cogitou estadualizar a rodovia federal BR-163 para poder ‘arrumar’ a rodovia. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Capital FM, na manhã de terça-feira (6). A candidata disse também que o Estado poderia contar com recursos federais para fazer as obras que a rodovia necessita.

O problema da rodovia, especialmente na região Norte, entre Nova Mutum e Sinop, se arrasta há anos sem qualquer solução de curto prazo. Recentemente, a Rota do Oeste decidiu entregar a concessão, mas essa devolução e o prazo para que uma nova empresa assuma o empreendimento é de dois anos. Enquanto isso, há acidentes fatais todos os dias nesse trecho.

 

“Primeiro, para consertar a rodovia você pode trazer a estadualização dela, que tem recurso para poder arrumar essa rodovia. Também tem a questão, que nem eu disse, da bancada federal, como todos senadores e deputados, junto ao presidente da República para que a gente possa trazer também recursos”, afirmou a candidata.

Além disso, Márcia disse que se eleita vai revisar todos os contratos de concessões de rodovias em Mato Grosso e analisar se os valores cobrados nas praças de pedágios estão sendo justas para evitar o que está ocorrendo na BR-163, onde os motoristas pagam as taxas e não veem o dinheiro sendo reinvestido na infraestrutura da via.

“Então, são situações que nós vamos analisar profundamente para que a gente chegue a um consenso, qual valor a ser cobrado, são várias questões que precisamos analisar, sentar e conversar”, concluiu a candidata.

Já o governador Mauro Mendes (União Brasil), candidato à reeleição, já disse em entrevistas anteriores que seria muito complicado fazer a estadualização da BR. Para Mauro, a estadualização seria quase impossível, pois a rodovia cruza varios estados e a empresa que atualmente é responsável pelo trecho pertence a Odebrecht, além de ter recursos do BNDES.

“Essa solução não tem o menor cabimento, tem uma concessão no meio. As pessoas, às vezes, falam as coisas com boa intenção, mas com algum nível de desconhecimento. Não sabem como aquilo funciona”, afirmou Mauro, no fim do mês de agosto deste ano.

 
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