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Brasil Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2024, 09:07 - A | A

Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2024, 09h:07 - A | A

NA ZONA RURAL

Equipe encontra pegadas e roupas que acredita ser de fugitivos do RN

g1

As equipes que buscam pelos dois fugitivos da penitenciária federal do Rio Grande do Norte acreditam que por muito pouco os recapturaram na madrugada desta sexta-feira (16).

Elas encontraram o que está sendo considerado o principal rastro deixado até agora pelos fugitivos.

No meio do mato, na zona rural de Mossoró, foram descobertas pegadas e recolhidas peças de roupa, toalha, lençol. Itens que, segundo investigadores, foram pegos em uma casa que fica a 7 km do presídio federal e que foi alvo de furto, na noite de quarta-feira (14), mesmo dia da fuga.

Para a força-tarefa responsável pelas buscas, tudo leva a crer que os dois fugitivos ainda estão na área. Um raio de 15 km em torno do presídio está sendo vasculhado. As buscas, agora, concentram-se na área onde as pegadas e peças de roupa foram achadas.

Quem são os foragidos

Os dois foragidos são Deibson Cabral Nascimento, de 33 anos, e Rogério da Silva Mendonça, de 35. Eles têm longas fichas criminais que vão de roubos a sequestros, latrocínios e envolvimentos com organizações criminosas.

Os dois são ligados ao Comando Vermelho, facção de Fernandinho Beira-Mar, que também está preso na unidade federal de Mossoró. Deibson, inclusive, é apontado como um dos primeiros integrantes da facção criminosa no Acre, em 2013, segundo o promotor de Justiça do Ministério Público do Acre (MP-AC) Bernardo Albano, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Esta foi a primeira fuga registrada na história do sistema penitenciário federal, criado em 2006, que atualmente conta com cinco presídios de segurança máxima.

De acordo com o Ministro da Justiça, Ricardo Lewandoski, a fuga ocorreu por problemas no planejamento de uma reforma do presídio e o descuido com materiais de construção.

Fugiram por falhas no teto: A fuga foi realizada, inicialmente, pela luminária da cela, segundo o ministro. O movimento foi facilitado por falhas no revestimento ao redor da luminária. Em vez de o teto ser revestido por concreto, foi realizado um trabalho comum de alvenaria.

Passaram pelas tubulações: quando os detentos conseguiram sair pela luminária, de acordo com o ministro, eles entraram para o shaft -- parte onde ficam as tubulações --, e de lá conseguiram acessar o teto. A pasta afirmou que não havia nenhuma grade ou proteção, detalhe que faz parte do planejamento de construção.

Utilizaram ferramentas de construção: quando os criminosos ultrapassaram esses obstáculos, foram encontradas ferramentas usadas para a reforma do presídio. O ministro ainda relatou que os presos se depararam com um tapume de metal que protegia o local reformado, ultrapassaram a área e cortaram com um alicate as grades da penitenciária.

 
 
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