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Cidades Sexta-feira, 08 de Março de 2024, 09:24 - A | A

Sexta-feira, 08 de Março de 2024, 09h:24 - A | A

MANIFESTAÇÃO

Mulheres se reúnem na ALMT e pintam piscina de vermelho durante protesto

Assessoria de Imprensa

Na manhã desta sexta-feira (08), mais de 200 mulheres do campo, águas, florestas e cidades oriundas das várias regiões do estado, ocuparam a sede da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso para denunciar como a atuação dos deputados estaduais colabora para a perpetuação da violência no campo e contra as mulheres

Com o lema: LUTAREMOS! POR NOSSOS CORPOS E TERRITÓRIOS, NENHUMA A MENOS! As mulheres pautam a inconstitucionalidade lei Nº 12.430/2024 de autoria do Deputado Claudio Ferreira que relativiza os direitos sociais historicamente conquistadas pela classe trabalhadora, amplia a potencialidade dos conflitos e violência no campo e não resolve o problema da classe trabalhadora precarizada que necessita de políticas assistenciais.

Essa Lei coaduna com o PL e com a comissão parlamentar invasão zero, que em vez de resolver o verdadeiro problema de grilagem cometido por latifundiários criminaliza os/as trabalhadoras/es que estão em luta pela terra.

Essa PL que dialoga com grupos de milícias que tem causado medo e violência. Com esses projetos de Lei não temos dúvidas em afirmar que esses deputados tem nas mãos as marcas sangrentas do latifúndio em nosso estado.

No bojo da celebração do dia das mulheres trabalhadoras, as mulheres também repudiam as práticas misóginas de outro deputado dessa casa que no auge de seus delírios falocêntrico comparou as mulheres a vaca. E na sua atuação tem sistematicamente atacado o direito destas, como o caso do direito ao aborto em caso como o estupro. Em vez de condenar o verdadeiro criminoso que são os homens que estupram o dito deputado ataca as vítimas. Cabe destacar que o Estado de Mato Grosso é um dos Estados mais violento contra as mulheres, sendo que em 2023 teve a mais alta taxa de feminicídio.

Na sequência as mulheres se deslocaram para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, onde apresentaram a prateleira vazia, buscando resposta para a Reforma Agrária, visto que no Estado temos acampamentos com mais de 15 anos esperando uma atuação e posicionamento do órgão.

A ação das mulheres na Assembleia Legislativa faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres que ocorre em todo o país de 06 a 08 de março.

 
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