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Cidades Quarta-feira, 19 de Outubro de 2022, 10:07 - A | A

Quarta-feira, 19 de Outubro de 2022, 10h:07 - A | A

DESENVOLVIMENTO

Representantes do Governo Federal vão a Sorriso para discutir agroindústria

Ana Rosa Fagundes | Fiemt

O Conselho da Agroindústria (Coagro) da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) realizou dois dias de agenda com representantes do Banco Central, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ministério da Economia, Agência Nacional do Petróleo, Embrapa e Casa Civil da Presidência da República. Objetivo foi discutir oportunidades e ações desenvolvimento para o setor.

O encontro foi realizado nesta segunda e terça-feira (17 e 18 de outubro) no município de Sorriso, na indústria de etanol de milho FS Fueling Sustainability, e foi conduzido pelo presidente em exercício da Fiemt e presidente do Coagro, Silvio Rangel. O grupo de convidados apresentou os projetos de suas instituições voltados à agroindústria e fez uma imersão na realidade da indústria mato-grossense.

 

A indústria de Mato Grosso é a que apresenta o maior crescimento do país e parcela considerável desse resultado é proveniente dos produtos agroindustriais. A agroindústria abrange o abate e preparação de carnes e pescados, produção de açúcar, etanol, laticínios, moagem e produtos alimentícios para animais, produtos de madeira, bebidas, têxtil de base natural, vestuário, entre outros. 

“Convidamos a equipe técnica de diversas instituições em nível federal, pessoas que trabalham diretamente na criação e regulamentação de políticas públicas e ações que interessam ao nosso setor, especialmente a agroindústria. Eles tiveram uma imersão na nossa realidade, uma experiência que certamente foi proveitosa para nós e para eles e que trará resultados para o desenvolvimento do nosso estado", disse Silvio Rangel.

Chefe de Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro do Banco Central, Claudio Filgueiras apresentou a evolução do crédito rural no país que passou de R$ 158 bilhões em 2012 e chegou em R$ 306 bilhões em 2022, com previsão de expansão. “Criamos um birô de crédito rural que vai priorizar o crédito rural sustentável e facilitar investimentos privados. Estamos permitindo acesso a dados que eram restritos, isso vai ajudar ainda mais os investimentos privados no agronegócio”, pontuou.

O tema sustentabilidade permeou todo o debate. O pesquisador da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega, Otávio Cavalett, sustentou que Mato Grosso pode ser destaque na estratégia de descarbonização. "Temos um desafio gigante pela frente e a bioenergia é uma parte essencial para alcançar os resultados, Mato Grosso certamente tem uma oportunidade enorme neste cenário” explicou. 

Os convidados conheceram a produção de etanol de milho e o modelo de economia circular da unidade. A FS é a quarta maior produtora de etanol de milho do Brasil e também possui tecnologia de ponta para produção de nutrição animal, óleo de milho e energia elétrica. Além da planta industrial, os convidados também visitaram um confinamento bovino que utiliza mistura para nutrição animal produzida pela FS e que vende de volta para a indústria o esterco, que é utilizado para adubação de campos de eucalipto. 

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuário de Mato Grosso e vice-presidente do Coagro, Normando Corral ressaltou a importância do evento. "Um dia que valeu a pena, com troca de conhecimento e experiências, uma iniciativa importante para nosso estado. Parabéns ao Silvio e nosso agradecimento à FS pela recepção", afirmou. 

Também participaram do encontro o gerente de departamento de Agroindústria do BNDES, Rafael Costa; subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais do Ministério da Economia, Francisco Erismá Albuquerque;  superintendente adjunta da Agência Nacional de Petróleo, Rosângela Moreira de Araujo; superintendente de Biocombustíveis e Qualidade de Produtos da ANP, Luiz Fernando Coelho;  superintendente de distribuição e logística da ANP, Rubens Cerqueira Freitas; assessor especial da Subchefia de Análise Governamental da Casa Civil da Presidência da República, Gustavo  Ferreira; e o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo A. Boechat Morandi.

 
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