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Economia Quinta-feira, 24 de Novembro de 2022, 11:11 - A | A

Quinta-feira, 24 de Novembro de 2022, 11h:11 - A | A

RELAÇÃO COMERCIAL

Açúcar, carne e tabaco: o que o Brasil compra e vende dos países que enfrentará na Copa?

Assessoria de Imprensa

Franco favorito, o Brasil se prepara para disputar mais uma Copa do Mundo. O país caiu no Grupo G e disputará uma vaga nas oitavas com Sérvia, Suiça e Camarões, respectivamente. Apesar de não possuírem forte tradição no futebol, os países mantêm uma relação comercial mais amistosa e que já movimentou mais de US$ 3,2 bilhões em importações e exportações até outubro deste ano.

Com a Sérvia, nossa primeira adversária na disputa, o Brasil deve bater recorde de exportação esse ano. Até outubro, já foram mais de US$ 48 milhões exportados aos sérvios, maior volume desde a última copa que vencemos, em 2002. As importações também cresceram, alcançando US$ 50 milhões no período, de acordo com dados mapeados pela Vixtra, fintech de comércio exterior, junto ao portal do Ministério da Indústria e Comércio Exterior.

Para Leonardo Baltieri, co-CEO da Vixtra, o volume ainda é pequeno se comparado a outros países, mas aponta para relações comerciais estáveis e com potencial de crescimento. "Apesar de não estar entre os principais parceiros comerciais, a Sérvia é um parceiro que pode oferecer boas oportunidades de negócios para o Brasil. Nossas exportações cresceram bastante nos últimos anos, mas temos potencial para crescer ainda mais na oferta de carnes e outros produtos", explica.

Além desses produtos, outros como tabaco e calçados também são bastante comercializados. Por outro lado, compramos bastante máquinas, aparelhos e materiais elétricos e borracha, "O Brasil é um produtor global, com cadeias de produção desenvolvidas e capazes de operar grandes volumes de materiais", prossegue Baltieri.

A Suíça é a segunda adversária da seleção brasileira e também a maior parceira comercial dentre os três países contra os quais o Brasil jogará nesta fase. Só no ano passado as exportações somaram mais de 2 bilhões de dólares e, esse ano, devem somar aproximadamente 1 bilhão. Apesar da queda em comparação a 2021, o número é mais que o dobro do que o Brasil exportou aos suíços em 2002, última vez que ganhamos a copa.

Já as importações somaram 2 bilhões até o momento, crescimento de mais de 50% em comparação aos 800 milhões importados em 2002. Dentre os produtos mais comercializados aos suíços estão pérolas naturais ou cultivadas, pedras preciosas ou semipreciosas e semelhantes e açúcares e produtos de confeitaria. Já entre os importados, destacam-se produtos farmacêuticos e químicos orgânicos. "Apesar da queda no ano passado, temos um comércio bem forte e maduro com a Suíça e grande capacidade de aumentar nosso comércio", explica Baltieri.

Último adversário do Brasil na primeira fase, Camarões tem uma relação comercial mais forte que a Sérvia no que diz respeito às exportações brasileiras. Só neste ano, o Brasil já exportou mais de US$ 83 milhões em produtos, enquanto a importação foi de pouco mais de um milhão. "Camarões é uma das nações mais populosas da África Central, tem um comércio forte e oportunidades de negócios que podem ser melhor aproveitadas com o estreitamento das relações comerciais", afirma.

Dentre os principais produtos exportados pelo Brasil aos camaroneses estão açúcares e produtos de confeitaria, bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres. Já entre os importados, o destaque são borracha e suas obras, madeira, carvão vegetal e obras de madeira.

O executivo conclui e ressalta a importância do Brasil fortalecer seus laços com os países contra os quais jogará. "O Brasil é um país de dimensões continentais e, pela sua relevância na arena global, é natural que tenha relações com a maior parte dos países do mundo. Por isso, precisamos sempre zelar por nossos acordos comerciais junto aos nossos parceiros, buscando sempre o fortalecimento das relações e novas oportunidades de negócios para nossas empresas", conclui.

 

Sobre a Vixtra

A Vixtra é uma fintech de comércio exterior que atua como um meio de pagamento na relação entre importador e exportador, permitindo que importadores no Brasil paguem suas compras à prazo e seus fornecedores internacionais recebam à vista. Fundada em julho de 2021 por Leonardo Baltieri, Guilherme Rosenthal e Caio Gelfi, a Vixtra oferece uma forma de pagamento e financiamento em reais (R$), sem risco cambial, menos burocrática e mais segura, possibilitando importadores liberarem capital de giro, terem confiança e dados em relação a seus fornecedores, além de prover outros serviços financeiros e visibilidade dos processos de importação. A companhia recebeu aportes Pre-seed e Seed que somam R$ 51 milhões entre equity e dívida, um dos maiores valores para uma startup em estágio inicial na América Latina.

 
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