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Economia Terça-feira, 16 de Janeiro de 2024, 12:31 - A | A

Terça-feira, 16 de Janeiro de 2024, 12h:31 - A | A

ECONOMIA ABALADA

Verduras e legumes dobram de preço em Chapada após bloqueio da MT-251

Da Redação

O impacto econômico em Chapada dos Guimarães não atingiu apenas o setor do turismo. o preço das hortaliças quase dobrou no município após o bloqueio na MT-251, no trecho do Portão do Inferno. A via foi fechada após constantes deslizamentos de terra que se intensificaram em dezembro de 2023. Alguns produtos dos mercados ainda podem aumentar o valor nos próximos dias, já que os atuais preços são referentes ao estoque adquirodo antes do bloqueio.

Uma funcionária do Supermercado Bom Preço, que preferiu não se identificar, conversou com o Estadão Mato Grosso e contou sobre o aumento nos preços das hortaliças em Chapada dos Guimarães.
 
“Na verdade, o que já dá para sentir que subiu o preço são as hortaliças e produtos perecíveis, que chegam de três a quatro vezes na semana no supermercado. Algumas coisas subiram mais e outras menos. Por exemplo, a batata que antes era vendida por R$ 5 a R$ 6 o quilo, hoje está de R$ 11 a R$ 12”, explicou.

A funcionária relatou que o preço das bebidas da Ambev e Coca-Cola subiram de 5% a 10% por causa do valor do frete, que aumentou devido ao desvio por Campo Verde (132 km de Cuiabá). A carne também ficou mais cara na cidade pois também vem dos frigoríficos de Cuiabá e Várzea Grande.

Apesar de as hortaliças já estarem quase o dobro, o preço do arroz se tornou um alarde após o prefeito do município Osmar Froner (MDB) anunciar, na última sexta-feira, 12, que o pacote de arroz de 5kg estava chegando aos R$ 50 a unidade.

Porém, o preço do arroz já estava subindo devido ao excesso de chuva. Segundo Associação Brasileira de Supermercados (Abras), 2023 fechou com o aumento de 16% no arroz.

A funcionária do supermercado explicou que o preço do arroz, feijão e óleo já vinha aumentando gradativamente ao longo do ano passado.

“Não dá para afirmar o percentual de aumento porque as indústrias estão retornam ao trabalho entre 10 e 15 de janeiro. A partir de agora que teremos uma noção, no modo geral, de quanto vai subir na verdade. Os aumentos dos preços dos produtos não perecíveis só serão sentidos na próxima semana. Aqui no mercado estamos com pouco estoque já”, explicou.

Com o aumento dos preços e queda no número de turistas, o município já sofre com a falta de recursos econômicos e pessoas já começaram a ser dispensadas de seus serviços. O bloqueio atinge mais a população vulnerável tanto na alimentação quanto no trabalho. Apesar disso ainda não há informações de quando a via será totalmente liberada.

 
 
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