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Polícia Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2021, 10:32 - A | A

Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2021, 10h:32 - A | A

CASO MATEUS RIATO

Conheça o assassino que executou e jogou corpo de jovem em vala de cemitério

Fernanda Renaté

Luan Daltro Gomes de Souza, 23, foi preso na manhã desta segunda-feira (23). Ele é o principal suspeito do assassinato de Mateus Riato, de 19 anos, em Porto dos Gaúchos (663 km de Cuiabá). Luan tem histórico criminal desde quando era menor. Ele já foi preso duas vezes por tráfico de drogas e respondeu também por ameaça, além de ter sido autuado por receptação de produtos furtados. No momento do prisão, ele - que afirma ser integrante do Comando Vermelho - estava com um celular roubado e identificado como envolvido em um assalto a uma loja de eletrônicos na cidade. 

Segundo apurado pela reportagem do Estadão Mato Grosso, os policiais conseguiram prender Luan no momento em que ele tentava fugir da cidade. Após a repercussão do crime, uma testemunha revelou ter flagrado o suspeito discutindo com a vítima na porta do cemitério. O corpo de Mateus foi encontrado por um coveiro na manhã do último domingo (21) coberto por uma lona automotiva, dentro de uma vala.

A dinâmica do crime ainda está sendo esclarecida. A Polícia quer saber como Mateus chegou até o local e se há mais pessoas envolvidas no assassinato. A motivação ainda não foi confirmada, mas a versão trabalhada pelo delegado Ribeiro é de que Luan quis vingar a atuação do irmão de Mateus, que é soldado da Polícia Militar na cidade.

"Como ele se diz membro de facção, o crime daria ‘visibilidade’ e ‘intimidaria’ a população. Existe também uma linha de investigação de que a vítima teria se envolvido com uma ex-namorada do seu assassino", explicou o delegado.

O celular que estava em posse de Luan no momento da prisão foi roubado de uma loja da cidade no mês de janeiro. No dia do crime, uma dupla invadiu o local e fugiu levando 31 aparelhos. O irmão de Mateus atuou na ocorrência e foi responsável pela prisão de um dos suspeitos, pego com 9 celulares e um carregador portátil.

A morte do rapaz causou comoção na cidade. Ele trabalhava como frentista em um posto de combustíveis e ajudava a mãe nas despesas da casa. De família evangélica, frequentava a igreja e fez vários amigos, que lamentaram sua morte nas redes sociais.

 A prisão de Luan foi convertida em preventiva. No primeiro depoimento dado ao delegado João, ele ficou em silêncio e negou o crime. O celular apreendido passará por perícia, conversas serão analisadas e devem ajudar na conclusão do inquérito.

As investigações seguem para averiguar se há outros envolvidos e qual foi a motivação real do crime. 

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