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Política Quarta-feira, 05 de Outubro de 2022, 14:21 - A | A

Quarta-feira, 05 de Outubro de 2022, 14h:21 - A | A

PROCESSO DE CASSAÇÃO

Paccola diz que perícia prova que Alexandre estava se virando contra ele antes de morrer

Da Redação

Em sua defesa contra o processo de cassação de seu mandato, o vereador Tenente Coronel Paccola (Republicanos) afirmou que a perícia comprova suas alegações. A Câmara Municipal de Cuiabá decidiu nesta quarta-feira, 5 de outubro, cassar o mandato do parlamentar, indiciado por homicídio duplamente qualificado contra o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa.

Segundo Paccola, o fato de uma das balas entrar pelas costas e sair pela lateral do corpo comprova que Alexandre estava se virando contra ele para, possivelmente, disparar sua arma.

 

O parlamentar ainda disse acreditar que está foi alvo do processo de cassação por ter denunciado, repetidas vezes, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) no exercício de seu cargo.

Ainda na tentativa de refutar as acusações que pesam contra ele, Paccola afirmou que foi indiciado pelo Ministério Público do Estado (MP-MT) e pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) porque se posicionou contra a Operação Simulacrum, que prendeu mais de 60 policiais militares neste ano.

“Esse fato narrado é um fato narrado por uma escrota atuação de quatro promotores do Ministério Público e sete delegados da DHPP e os senhores sabem o porquê disso. Porque fui eu quem me levantei nessa tribuna quando prenderam os nossos 63 policiais, dizendo pra eles que era covardia o que eles estavam fazendo”, discursou.

Paccola também citou que o exame de necropsia apontou alto teor de alcoolismo de Alexandre Miyagawa na hora da morte. O parlamentar pontuou que talvez, se o agente não estivesse tão alcoolizado, o resultado poderia ser diferente.

O parlamentar responde ao processo de cassação de autoria da vereadora Edna Sampaio (PT). A Comissão de Ética da Câmara emitiu parecer pela cassação do mandato do vereador.

O vereador encerrou sua defesa pedindo consciência de seus pares ao votar o processo.

Quando Paccola terminou, o vereador Chico 2000, presidente da CCJR, rebateu um do argumentos do parlamentar, que havia dito que o processo já ultrapassou os prazos regimentais. Chico afirmou que o caso está dentro do prazo e que o recesso pausa a contagem do prazo.

Alexandre Miyagawa foi morto no dia 1º de julho, com três tiros nas costas, todos de autoria de Paccola. O caso se deu no bairro Quilombo, em Cuiabá. O vereador foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

 
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