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Política Quarta-feira, 23 de Novembro de 2022, 17:34 - A | A

Quarta-feira, 23 de Novembro de 2022, 17h:34 - A | A

"SEM SENTIDO"

Rejeição a mato-grossenses na equipe de Lula é falta de bom senso, diz prefeito

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), acredita que falta “bom senso” aos que têm se posicionado de forma contrária à presença de representantes mato-grossenses na equipe de transição, ou até mesmo no primeiro escalão, do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Emanuel destacou que a eleição já passou e a população quem que respeitar os resultados das urnas e pensar nos benefícios que o estado teria caso houvesse representantes dos ministérios, em Brasília.

 

Ao reforçar essa ideia, ele cita que preferia dialogar com sua esposa, Márcia Pinheiro (PV), que ficou em segundo lugar, do que com o governador reeleito Mauro Mendes (União), seu adversário político.

“Está faltando bom senso e pensar mais no estado. Respeitamos a posição contrária, respeitamos quem defendeu outras correntes, outras forças, outro presidente, mas tudo cessa às 17h do dia da eleição e que seja respeitada a vontade da maioria. Você acha que eu queria estar falando com quem? Márcia ou Mauro Mendes? Queria estar falando com a Márcia Pinheiro governadora, porque eu saberia que Cuiabá iria ficar um brinco, a cidade mais bonita do país, mas tenho que respeitar o povo mato-grossense, que escolheu Mauro Mendes”, disse em entrevista à imprensa.

Nos bastidores comenta-se a possibilidade de o presidente eleito escolher o senador Carlos Fávaro (PSD) ou o deputado federal cassado Neri Geller (PP) para comandar o Ministério da Agricultura. Atualmente, os dois são integrantes do grupo de transição no núcleo de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

No entanto, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) rejeita os dois políticos como representantes do setor. Durante uma reunião, os produtores "definiram" que nenhum dos dois têm legitimidade para representar o setor como interlocutores em Brasília. O veto também alcança o empresário Carlos Augustin.

“A eleição já passou. Vamos respeitar o resultado das urnas e pensar em Mato Grosso. Como você pode ser contra um mato-grossense ser ministro de Estado? Ainda mais de Agricultura, que a força maior, a característica de Mato Grosso para o Brasil e para o mundo. Não tem sentido!”, ressaltou Emanuel.

Aproximação com Lula

Emanuel Pinheiro comentou que tem feito ótimas conversas durante esse período de transição e que nas próximas semanas deve se reunir com integrantes do grupo para debater programa e recursos para a capital.

Apesar de ter escolhido pela neutralidade no segundo turno, Emanuel tem como articulador em Brasília seu filho, o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho, que subiu no palanque de Lula e já disse que pretende atuar como interlocutor do petista na Câmara Federal.

“Vou ter outras agendas na semana que vem, inclusive junto com o Stopa [vice-prefeito], e aí vamos ampliar as expectativas. A expectativa é muito boa do apoio e da parceria com Cuiabá do governo federal. Emanuelzinho está muito bem posicionado, pela postura dele. Foi o único da Câmara Federal [a apoiar Lula] e ele está sendo bem reconhecido por isso. Eu fico muito feliz, que mostra que Emanuelzinho pode ajudar muito, mais ainda Cuiabá e todo Mato Grosso, com essa interlocução que ele terá junto ao governo Lula”, disse.

 
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