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Cidades Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2024, 09:02 - A | A

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GREVE NA SAÚDE

Motoristas do SUS de VG acusam Prefeitura de “enrolar” a classe em negociação salarial

Da Redação

O ano de 2024 começou tenso para a Saúde de Várzea Grande. A greve dos motoristas de ambulância do Serviço Único de Saúde (SUS) de Várzea Grande se arrasta há cerca de 18 dias e não há, até o momento, previsão para terminar. A classe exige salários melhores e traz à tona promessas de reajustes feitas pela própria Prefeitura, mas que não teriam sido cumpridas.

Em entrevista o Estadão Mato Grosso, o motorista Michael Wohlfahrt, representante da categoria, disse que um reajuste de salário foi proposto pelo próprio secretário de Saúde, Gonçalo Aparecido Barros, mas que a proposta não foi para frente.

“A secretária de saúde nos fez uma proposta para nós aceitarmos e já criaria o projeto de lei dos motoristas do SUS, com o salário de R$ 1.962 apresentado pelo secretário de Saúde. Na época nós aceitamos, para já dar andamento e aprovar na última seção da Câmara. Porém, eles não fizeram nem esforço de dar o andamento”, disse o motorista.

Segundo Michael, o projeto acabou sendo arquivado e a Secretaria de Saúde passou a argumentar que o reajuste seria inviável, pois afetaria outras secretarias.

“Mas já de prontidão, quando ficamos sabendo, já rebatemos com o edital do nosso concurso e com alguns cargos de motoristas de ambulância e do SUS que foram criados em prefeituras do interior e aqui na Prefeitura de Várzea Grande para outros cargos (fiscais, e contadores), que já tiveram sua PCCS aprovada por debaixo dos panos. Só os motoristas que não podem”, dispara o representante.

Atualmente, os motoristas do SUS recebem R$ 1.462, pouco a mais que o salário mínimo, reajustado em 2024 para R$ 1.412,00.

Michael explica que a Prefeitura de Várzea Grande busca meios de declarar a greve dos motoristas de ambulância ilegal, mas garante que a categoria está em alerta para garantir a segurança do movimento.

“Desde o início das nossas manifestações, eles sempre querem acham algum jeito de invalidar, mas sabemos dos nossos direitos e estamos fazendo fiscalizações nas unidades de saúde, UPAs e no OS para evitar essas manifestações ilegais por parte deles”, disse o motorista.

Nesta quarta-feira, 10 de janeiro, uma nova reunião entre representantes dos motoristas e da Prefeitura irá colocar a greve em discussão mais uma vez. No entanto, a classe já não espera que haja alguma solução neste encontro.

“Vai nos fazer outra proposta. Quer dizer, nos enrolar mais um pouco para chegar em abril, eles não poderem  fazer nada por causa das leis eleitorais”, disparou o motorista.

 
 
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