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Cidades Quinta-feira, 01 de Fevereiro de 2024, 19:21 - A | A

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RELATÓRIO SITUACIONAL

Proposta de Gabinete de Intervenção foi destruir a Saúde de Cuiabá, diz secretário

Da Redação

Dados apresentados na manhã desta quinta-feira, 1° de fevereiro, dos últimos nove meses de intervenção do Governo do Estado na Saúde de Cuiabá, mostram, segundo o secretário municipal de Saúde, Deiver Teixeira, que "a proposta foi: vamos destruir tudo". Falta de medicamentos, médicos, unidades de saúde sucateadas, policlínicas fechadas e inúmeros outros problemas foram pontuados à imprensa.

"Na atenção secundária, foram desligadas duas policlínicas: Coxipó e Planalto, que estão em reforma. Na unidade do Coxipó, eles desmontaram tudo, acabou com tudo. É muito triste. A proposta foi: vamos destruir!", disse Deiver.

Ao lado do secretário, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) apontou que durante os nove meses, os pacientes deixaram de receber o básico para o tratamento de saúde, como a insulina. "Unidades Básicas de Saúde (UBSs) sem médicos, como nos bairros Tijucal e Despraiado", disse o gestor.

O secretário apontou também que, além da falta de médicos, foram encontradas inúmeras unidades de saúde sucateadas. A UPA da Morada do Ouro, por exemplo, está com grau de depreciação elevado. Com relação à UPA Leblon, Deiver disse que a unidade já estava pronta quando o gabinete assumiu a gestão.

"Já estava pronta. A coisa precisa ficar clara porque estava com mais de 90% da obra pronta. Eles só chegaram lá e cortaram a fita para a inauguração", pontuou.

Quanto à atenção terciária, o secretário mostrou que o Pronto-Socorro foi encontrado com servidores desmotivados, muita sujeira, pouca luminosidade e gabinete da diretora com goteiras.

Excesso de contratos emergenciais

No relatório apresentado nesta manhã, o secretário chamou atenção para o número excessivo de contratos emergenciais acordados durante a intervenção. A convocação de concursados no "apagar das luzes" também foi pontuada por Deiver.

"Algumas empresas de ambulâncias me cobrando e tinha uma empresa, que tínhamos contrato, que ganhou a licitação e não conseguiu executar o serviço. Tinha cerca de oito pessoas me cobrando, mas não ganhou a licitação. Fomos verificar, estavam com contrato emergencial com empresas que não ganharam a licitação. Isso é um absurdo, um crime!", reclamou.

Além disso, ele lembrou a falta de medicamentos há mais de 60 dias e a identificação do sistema desligado. "Sem contar na convocação de concursados no apagar das luzes. Cerca de 700 pessoas chegando sem programação, gerando estouro de folha de pagamento de R$ 3 milhões mensais".

 
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